SERÁ QUE VAI PEGAR? Hoje me pus a pensar nisso de forma insistente. Lembrei-me da minha infância, quando minha mãe me levava para tomar vacina contra a varíola que era aplicada com um pedaço de vidro cujo nome não sei. Arranhavam meu braço com esse vidro e imagino que colocassem a vacina no ferimento produzido. Os dias seguintes eram dedicados à expectativa de saber se a vacina ia ou não ia pegar. Quando o local da aplicação ficava inflamado e doendo minha mãe ficava feliz da vida e dizia exultante: Pegou! Eu não conseguia entender como é que alguém podia ficar contente com algo que me trazia dor e desconforto. Não sabia ainda, que aquilo era o sinal de que vacina havia produzido o efeito que dela se esperava, que era trazer proteção contra a varíola, que na antiguidade impingiu muito sofrimento à humanidade. Consta que em 460 AC, por exemplo, a varíola dizimou um terço da população da Grécia. Amanhã será o dia em que finalmente vou tomar a vacina contra a COVID-19, q...
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LADO ALADO – A IMAGINAÇÃO PRECISA VOAR A criação deste blog eu devo à dupla Kleiton e Kledir. Já, já eu explico o porquê. Durante alguns anos, uns 7 ou 8 no total, escrevi para jornais de Ourinhos. Isso durou até as vésperas da eleição de 2018. Nas colunas que mantive nos cinco jornais para os quais escrevi, abordava assuntos os mais diversos. Política, costumes, artes e algumas crônicas. Tenho especial carinho pelas crônicas, pois elas têm, geralmente, leveza e bom humor. Nesses quase três anos sem escrever ensaiei por diversas vezes uma retomada dessa atividade tão prazerosa, mas sempre resisti a voltar aos jornais, por razões que nem eu mesmo sei explicar. Meu propósito passou a ser, então, criar um blog na internet e nesse espaço publicar os meus escritos. ...
PASSEIO NA PANDEMIA Esta semana tem sido terrível. Já tivemos dois dias com mais de 4 mil mortos por COVID-19, a vacinação caminha a passos lentos, faltam insumos para produção de novas vacinas, não há leitos disponíveis em hospitais, amigos, parentes e conhecidos são acometidos pela doença e alguns morrem. Pessoas mais velhas morrem mais fácil, mas não tem sido nada difícil morrerem jovens também. Some-se a tudo isso um governante máximo que nega a existência da pandemia, troça dos doentes, minimiza as mortes e age o tempo todo como se ainda estivesse sobre um palanque, para que o quadro se agrave ainda mais. Mais próximo de nós, o governador do Estado adota medidas mais duras no combate à transmissão do vírus, porém, mais próximo ainda, o prefeito parece não dar a mínima para isso. Há, em todos os níveis, interesses mais importantes a atender, do que a guerra contra o vírus. Quando chega o fim do dia, depois de exposto a um número absurdo de informações, a maioria delas nada bo...
Ótimo
ResponderExcluirRespeito aos 500 mil.
ResponderExcluirDói
ResponderExcluirMuito triste!
ResponderExcluirMuito cruel.
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