SERÁ QUE VAI PEGAR? Hoje me pus a pensar nisso de forma insistente. Lembrei-me da minha infância, quando minha mãe me levava para tomar vacina contra a varíola que era aplicada com um pedaço de vidro cujo nome não sei. Arranhavam meu braço com esse vidro e imagino que colocassem a vacina no ferimento produzido. Os dias seguintes eram dedicados à expectativa de saber se a vacina ia ou não ia pegar. Quando o local da aplicação ficava inflamado e doendo minha mãe ficava feliz da vida e dizia exultante: Pegou! Eu não conseguia entender como é que alguém podia ficar contente com algo que me trazia dor e desconforto. Não sabia ainda, que aquilo era o sinal de que vacina havia produzido o efeito que dela se esperava, que era trazer proteção contra a varíola, que na antiguidade impingiu muito sofrimento à humanidade. Consta que em 460 AC, por exemplo, a varíola dizimou um terço da população da Grécia. Amanhã será o dia em que finalmente vou tomar a vacina contra a COVID-19, q...
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LADO ALADO – A IMAGINAÇÃO PRECISA VOAR A criação deste blog eu devo à dupla Kleiton e Kledir. Já, já eu explico o porquê. Durante alguns anos, uns 7 ou 8 no total, escrevi para jornais de Ourinhos. Isso durou até as vésperas da eleição de 2018. Nas colunas que mantive nos cinco jornais para os quais escrevi, abordava assuntos os mais diversos. Política, costumes, artes e algumas crônicas. Tenho especial carinho pelas crônicas, pois elas têm, geralmente, leveza e bom humor. Nesses quase três anos sem escrever ensaiei por diversas vezes uma retomada dessa atividade tão prazerosa, mas sempre resisti a voltar aos jornais, por razões que nem eu mesmo sei explicar. Meu propósito passou a ser, então, criar um blog na internet e nesse espaço publicar os meus escritos. ...
FARENHEIT 451 E O PICAPAU AMARELO 451 graus farenheit é a temperatura em que o papel se queima. Aproximadamente 228 graus celsius, a que estamos mais acostumados. É também o título do livro de Ray Bradbury, de 1953. Uma distopia em que os livros e toda forma de escrita são proibidos por um regime totalitário, que prende e manda para reeducação quem for flagrado lendo, e que queima as casas de quem possui muitos livros. A história foi magistralmente filmada em 1966 por Francois Truffaut e refilmada em 2018 por Ramin Bahrani. Em 1933, vinte anos antes do livro de Bradbury, o regime nazista da Alemanha promoveu a queima de milhares de livros de autores considerados inconvenientes pelo governo de Adolf Hitler, nos mostrando que a realidade pode ser pior do que qualquer ficção distópica. Quase dois milênios antes a Biblioteca de Alexandria foi incendiada e teve destruídas quase 40.000 obras. Mas, por que evocar esses dois acontecimentos reais ...
Ótimo
ResponderExcluirRespeito aos 500 mil.
ResponderExcluirDói
ResponderExcluirMuito triste!
ResponderExcluirMuito cruel.
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